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O custo do improviso na logística

Em muitas empresas, o problema logístico não começa no valor do frete.

Começa antes.

Começa na cotação feita às pressas.
Na transportadora escolhida por costume.
Na planilha que ninguém atualizou.
No pedido liberado sem conferência.
Na falta de histórico para negociar.
Na ausência de indicadores para entender onde a margem está vazando.

O frete aparece como custo. Mas, em muitos casos, ele é apenas o sintoma de uma operação que ainda depende demais do improviso.

E improviso, na logística, custa caro.

A logística já é um dos maiores centros de custo das empresas

No Brasil, o peso da logística é estruturalmente alto. Segundo o ILOS, os custos logísticos no país chegaram a R$ 1,96 trilhão em 2025, o equivalente a 15,5% do PIB nacional. O mesmo levantamento mostra que esse percentual cresceu de forma relevante em relação a 2014, quando representava 10,4% do PIB.

Isso significa que a logística não pode mais ser tratada como uma área operacional isolada. Ela afeta preço, margem, experiência do cliente, caixa, competitividade e crescimento.

Mesmo quando o preço do transporte não sobe, a falta de controle pode aumentar o custo real da operação. O ILOS também apontou que, em 2025, o custo logístico seguiu em 15,5% do PIB, enquanto o preço do transporte rodoviário de carga caiu 1% na comparação anual. Ou seja: nem sempre o problema está apenas no frete contratado. Muitas vezes, está no conjunto da operação.

O improviso transforma decisão operacional em perda financeira

Toda empresa precisa decidir diariamente:

Qual transportadora usar?
Qual modalidade escolher?
Qual prazo prometer?
Qual pedido priorizar?
Qual divergência contestar?
Qual custo repassar?
Qual entrega acompanhar de perto?

Quando essas decisões são tomadas sem processo, sem dados e sem visão centralizada, a logística vira uma sequência de apostas.

E uma operação baseada em apostas tende a pagar mais caro.

O improviso aparece de várias formas:

A cotação é feita manualmente e sem comparação consistente.
A escolha da transportadora é baseada em hábito, não em performance.
O time não sabe qual fornecedor entrega melhor em cada região.
As ocorrências são tratadas tarde demais.
O histórico de fretes não vira inteligência de negociação.
A empresa não sabe exatamente onde perde margem.
Cada colaborador resolve de um jeito.

Esse tipo de desorganização não aparece de forma clara no DRE. Mas aparece no resultado.

Aparece em retrabalho.
Em atraso.
Em reentrega.
Em custo extra.
Em cliente insatisfeito.
Em perda de produtividade.
Em margem comprimida.

O custo escondido não está só no valor pago ao transportador

Muitas empresas olham para a logística apenas pelo preço final do frete. Esse é um erro perigoso.

O custo logístico real envolve muito mais do que a fatura da transportadora.

Existe o custo do tempo da equipe.
O custo da conferência manual.
O custo da divergência não contestada.
O custo da entrega atrasada.
O custo da venda perdida por promessa ruim de prazo.
O custo da recompra comprometida por uma experiência ruim.
O custo do estoque parado.
O custo da decisão tomada sem visibilidade.

A Abralog, repercutindo dados do ILOS, destacou que as despesas com estoque subiram de 3% para 5% desde 2014, em um contexto de juros elevados, aumentando o peso do capital imobilizado. Isso mostra que logística não é apenas transporte: envolve estoque, capital, planejamento e eficiência operacional.

Quando a empresa improvisa, ela não paga apenas um frete mais caro. Ela paga por uma operação menos inteligente.

Crescer com logística desorganizada aumenta o problema

No começo, o improviso parece funcionar.

Com poucos pedidos, poucas transportadoras e baixo volume, a equipe consegue resolver no braço. Uma planilha dá conta. Um grupo de WhatsApp ajuda. Uma pessoa experiente segura a operação.

Mas quando o volume cresce, o improviso deixa de ser flexibilidade e vira gargalo.

Mais pedidos significam mais cotações.
Mais entregas significam mais exceções.
Mais regiões significam mais variáveis.
Mais transportadoras significam mais contratos, prazos, regras e divergências.
Mais clientes significam mais pressão por previsibilidade.

A operação cresce, mas o controle não cresce junto.

É nesse ponto que muitas empresas começam a perceber que vender mais não significa necessariamente ganhar mais. O faturamento aumenta, mas a margem some no caminho.

A logística passa a travar o crescimento.

Sem visibilidade, a empresa decide olhando para trás

Um dos grandes problemas do improviso logístico é a falta de visibilidade.

Sem dados confiáveis, a empresa só entende o problema depois que ele já aconteceu.

Descobre o atraso quando o cliente reclama.
Descobre o custo extra quando a fatura chega.
Descobre a falha da transportadora quando a entrega já comprometeu a experiência.
Descobre a perda de margem quando o fechamento financeiro já está pronto.

A visibilidade de supply chain deixou de ser apenas um diferencial tecnológico e passou a ser uma necessidade operacional. Relatórios recentes sobre visibilidade logística apontam que empresas ainda enfrentam lacunas relevantes no rastreamento e na capacidade de identificar interrupções antes que elas se transformem em risco financeiro e operacional.

Na prática, quem não tem visibilidade opera no escuro.

E quem opera no escuro decide tarde.

Dados não servem apenas para acompanhar. Servem para negociar melhor

Uma empresa que não mede sua logística negocia mal.

Sem dados, a conversa com transportadoras fica limitada a preço.

Com dados, a negociação muda de nível.

A empresa passa a saber:

Quais rotas têm maior custo.
Quais transportadoras atrasam mais.
Onde existem mais ocorrências.
Qual região compromete a margem.
Qual perfil de pedido gera prejuízo.
Qual SLA está sendo cumprido.
Qual volume real pode ser usado como poder de negociação.

Esse é o ponto em que logística deixa de ser apenas execução e passa a ser gestão.

A BCG destaca que analytics e inteligência artificial podem transformar modelos e processos de produção e distribuição, reduzindo custos e melhorando o nível de serviço. A questão central não é apenas automatizar tarefas, mas melhorar a qualidade das decisões.

Na logística, decisão melhor significa custo menor, menos desperdício e mais previsibilidade.

Automação não resolve caos. Processo resolve caos.

Existe outro erro comum: acreditar que tecnologia, sozinha, resolve uma operação desorganizada.

Não resolve.

Automação em cima de processo ruim apenas acelera o problema.

Antes de automatizar, a empresa precisa estruturar:

Regras de cotação.
Critérios de escolha de transportadora.
Fluxos de aprovação.
Acompanhamento de ocorrências.
Indicadores de performance.
Integração entre áreas.
Governança sobre dados logísticos.
Rotina de análise e melhoria.

A tecnologia entra para dar escala, padronização e inteligência. Mas a base precisa ser processo.

A Gartner apontou entre as principais tendências de tecnologia para supply chain a automação da tomada de decisão, colaboração em ecossistemas e suporte a novos modelos operacionais. Isso reforça que a tecnologia deve apoiar uma operação mais estruturada, não apenas substituir tarefas isoladas.

O objetivo não é trocar planilha por sistema.

O objetivo é trocar improviso por gestão.

O improviso também impacta a experiência do cliente

Logística não termina quando o pedido sai da empresa.

Para o cliente, a entrega faz parte da experiência de compra.

Se o prazo prometido não é cumprido, a marca perde confiança.
Se o rastreio é confuso, o cliente aciona o atendimento.
Se a entrega atrasa, a operação vira suporte.
Se o problema se repete, a recompra fica ameaçada.

Ou seja: logística não é apenas uma área interna. Ela aparece para o cliente.

Uma operação improvisada pode até entregar. Mas dificilmente entrega com consistência.

E consistência é essencial para crescer.

O custo do improviso é a perda de controle

No fim, o maior custo do improviso não é apenas financeiro.

É a perda de controle.

A empresa deixa de saber exatamente quanto custa entregar.
Deixa de entender onde perde eficiência.
Deixa de prever problemas.
Deixa de negociar com base em dados.
Deixa de crescer com segurança.

E quando a logística perde controle, a margem fica vulnerável.

Por isso, reduzir custo logístico não começa apenas com uma negociação de frete.

Começa com organização.
Com processo.
Com centralização.
Com dados.
Com visibilidade.
Com gestão.

Conclusão: logística improvisada custa mais do que parece

O improviso pode parecer rápido no curto prazo.

Mas, no longo prazo, ele cobra caro.

Cobra em margem.
Cobra em retrabalho.
Cobra em atraso.
Cobra em perda de produtividade.
Cobra em decisões ruins.
Cobra em crescimento travado.

Empresas que querem crescer de forma sustentável precisam parar de tratar logística como uma sequência de urgências e começar a tratá-la como uma área estratégica.

Porque o problema nem sempre é o frete.

Muitas vezes, o problema é o caos por trás dele.

A Simfrete ajuda empresas a organizar, centralizar e profissionalizar sua gestão logística, transformando frete em controle, dados e resultado.

Referências utilizadas

Dados do ILOS indicam que os custos logísticos no Brasil chegaram a R$ 1,96 trilhão em 2025, equivalentes a 15,5% do PIB nacional.

A ABOL também repercutiu o estudo do ILOS e destacou o aumento estrutural dos gargalos logísticos no país em comparação com 2014.

O ILOS apontou que, mesmo com queda de 1% no preço do transporte rodoviário de carga, os custos logísticos seguiram equivalentes a 15,5% do PIB em 2025.

A Abralog destacou o aumento das despesas com estoque e o impacto do capital imobilizado no custo logístico.

A Gartner listou tendências estratégicas de tecnologia para supply chain em 2024, incluindo automação da tomada de decisão e colaboração em ecossistemas.

A BCG aponta que analytics e IA podem transformar modelos de produção e distribuição, reduzindo custos e melhorando nível de serviço.

13/5/2026
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